segunda-feira, 19 de outubro de 2009
ESTUDO PARA FUGA
domingo, 13 de setembro de 2009
FUGA
EQUIPE DE VÍDEO E SOM:
ELENCO:
Fuga
sábado, 12 de setembro de 2009
Tópicos abordados pela equipe técnica
Esta postagem é um rápido resumo do início do processo de criação.
- Coerência conceitual na fotografia do vídeo através da exploração de linhas inclinadas, diagonais, transversais que produzam uma profundidade inclinada no quadro, descentralizando o ponto de fuga.
- Possibilidades de movimentação da Câmera: zoom de velocidade constante, steadycam, carro, mão.
- Cortes hitchkochianos, chicotes, a possibilidade de filmar a perspectiva do dançarino em contraponto à perspectiva de um observador à espreita.
- Construção de polifonias visuais através da sobreposição de imágens de textura e luz, contrastantes.
- Estreto da polifonia através da divisão do frame em até quatro quadros diferentes simultâneos.
- Figurino casual (calça e blusa lisa, cada dançarino de uma cor) que ajude a identificar o fugitivo entre os transeuntes na fotografia.
- Motivos da exposição: deslizar no corrimão, foco na sombra, andar de costas...
A forma da fuga ...

1ª seção: exposição.
O vídeo começa com uma panorâmica da cidade, skyline, sons urbanos. Em seguida uma seqüência de apresentação do primeiro corpo-voz com takes breves de enquadramento bastante fechado revelando detalhes do espaço e fragmentos de corpo em movimento quase cotidiano. São criados elementos motívicos que serão reiterados pelas demais vozes (dançarinos) como por exemplo: foco na sombra, deslizar no corrimão, andar de costas. Esta seqüência é contraposta com fhashs do movimento urbano cotidiano e seqüências similares de apresentação dos outros três corpos vozes. A exposição acaba com o encontro dos quatro corpos-vozes no mesmo espaço, uma cadência.
Esta é a seção mais livre da fuga que abre espaço para a descoberta de outros espaços e movimentos, possibilidades não planejadas, improvisação de corpo e imagem. Também é a parte mais longa onde se revelam possibilidades de variação do material temático exposto na primeira seção, além da inserção de novos elementos, mudanças de tonalidade, alargamentos, contrações, cânones, inversões.
3ª seção: re-exposição, estreto e cadência final.
A seção final da fuga é caracterizada pela retomada do tema exposto no inicio da peça, porém, de forma mais intrincada polifonicamente. Os motivos expostos no início do vídeo são reiterados
a cratera de mineração atrás da serra do curral...
A Serra do Curral, eleita em 1994 símbolo da capital mineira, cerca Belo Horizonte limitando seu crescimento ao Sul, como um curral: de um lado da linha de montanhas uma cidade de excessos, do outro, montanhas ocas e resíduos da mineração. Uma paisagem estranhamente bela.
LOCAÇÕES
Esta é a Praça da Bandeira, no Mangabeiras. Chamam a atenção as linhas curvas da passarela...
Este é o famoso Viadulto Santa Tereza,
Os arcos característicos são ótimos como backgroun e ainda oferecem possibilidade de intervensão corporal direta!
Há passagens com pequenas escadarias que ligam a parte superior à inferior...
O viaduto passa sobre a linha de metrô, proporciona âmpla vista da paisagem de BH.
Um outro viaduto que liga os bairros de Santa Tereza e Santa Efigênia...
Logo ao lado está a passarela para o Metrô de Santa Tereza...
Vejam como compartilham o mesmo quadro a passarela, o viadulto, uma pequena ponte e o leito do ribeirão Arrudas!
Todos são passagens, caminhos, vias. Se desenvolvermos com os bailarinos uma movimentação com orígem no andar, deslocar-se, porém, que se desfaça da objetividade do nosso caminhar cotidiano, estas locações podem oferecer bons estímulos para uma improvisação corporal coletiva.
Todas estas locações ficam na região leste da cidade.